Gestão

Planejamento estratégico para pequenas empresas é mesmo necessário?

08 de Maio de 2017

por Beblue

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Embora a palavra empresa seja comumente usada para definir o estabelecimento onde uma determinada atividade comercial é realizada, ela também assume outro importante sentido: o de atividade organizada e desenvolvida com profissionalismo, para a produção, circulação ou comercialização de bens ou serviços.

Dessa definição já podemos notar que a atividade empresarial deve ser desenvolvida com seriedade e planejamento, de forma estratégica e profissional, sem amadorismos.

A gestão de uma empresa, independentemente do seu porte ou segmento, deve ser estruturada sempre sobre critérios racionais, pois somente assim os objetivos e metas do empreendedor poderão ser concretizados, e o sucesso atingido.

Muitos empreendimentos não prosperam porque a sua gestão não é bem feita, carecendo de um bom planejamento estratégico. A concorrência entre as organizações está cada vez mais acentuada e é preciso possuir um diferencial para conquistar o seu lugar ao sol e elevar os resultados comerciais.

Neste post vamos falar sobre a importância do planejamento estratégico para as pequenas empresas e como ele é indispensável para assegurar a perpetuação e o sucesso do negócio. Confira!

 

Afinal, em que consiste o planejamento estratégico para a pequena empresa?

Segundo dados do SEBRAE, todos os anos milhares de novos empreendimentos surgem no Brasil, mas uma pequena parcela deles consegue prosperar e vencer as intempéries do primeiro biênio de atuação. As obrigações empresariais são diversas. A carga tributária é elevada e a concorrência está cada vez mais acirrada.

Desse modo, não há como conceber a realização de uma gestão empresarial de maneira amadora e despreparada, mesmo em se tratando de pequenas empresas.

As micro e pequenas empresas correspondem à maioria das organizações do nosso país e são responsáveis pela maior parcela dos postos de trabalho formais. Elas empregam milhões de trabalhadores e pagam parte considerável dos impostos arrecadados pelo Governo.

Mas embora ostentem essa importância no cenário econômico nacional, se não forem bem administradas, essas empresas podem não suportar as dificuldades inerentes à economia. É necessário desenvolver bases sólidas e implementar um planejamento estratégico de qualidade. É preciso criar mecanismos que as diferencie dos concorrentes, e que lhes ofereça maiores chances de sobreviver em um cenário econômico marcado pela intensa instabilidade e desafios.

O planejamento estratégico surge, assim, como uma forma de estabelecer um rumo a ser seguido pela empresa, visando otimizar a sua relação com o ambiente externo, através da análise de suas particularidades e do cenário em que a atividade comercial é desenvolvida.

 

Como montar um planejamento estratégico eficaz para pequenas empresas?

Um planejamento estratégico, para ser eficaz e conseguir apresentar resultados palpáveis, depende de quatro fatores básicos:

– Definição dos objetivos perseguidos pelo empreendedor;

– Estabelecimento de estratégias eficientes para alcançá-los;

– Verificação dos resultados das condutas adotadas;

– Correção de eventuais equívocos ou desvios.

E com as pequenas empresas isso não é diferente. Então, vamos conhecer melhor cada um deles!

Definição dos objetivos

Definir os objetivos que se pretende alcançar com o negócio é essencial para o êxito de qualquer planejamento estratégico. É preciso que o empreendedor saiba aonde quer chegar, o nível de esforço necessário para o desenvolvimento e o lucro que pretende obter com a realização da sua atividade.

Assim, deve-se ter precisão na hora de estabelecer as metas do negócio, pois elas são fundamentais para um bom planejamento estratégico. É preciso que elas sejam possíveis, factíveis. Um bom exemplo seria estabelecer uma meta de crescimento anual para a empresa, como uma estimativa de lucro, a conquista de determinados mercados consumidores e assim por diante.

 

Estratégias para alcançá-los

Esta é a parte nuclear do planejamento estratégico, a verdadeira cereja do bolo. Nesta fase, o empreendedor irá estabelecer os meios de que vai se utilizar para atingir as metas pretendidas.

A essa altura, será preciso fazer uma avaliação do mercado consumidor, das ofertas feitas pelos concorrentes, das necessidades e desejos dos efetivos e potenciais clientes, etc. Esses dados são fundamentais para dar subsídio à tomada de decisões pelo gestor e para estabelecer com mais segurança os rumos do negócio.

Para definir bem as estratégias é preciso conhecer a realidade na qual está inserida a empresa, suas forças e fraquezas, bem como as oportunidades e ameaças do mercado. Em outras palavras, o empreendedor deve fazer duas análises: uma interna e outra externa ao seu negócio.

 

Verificação de resultados

Após a definição precisa das metas e a eleição das melhores estratégias para alcançá-las, é hora de fazer uma verificação da eficácia do plano de ação. Nenhum planejamento está isento de equívocos, e é preciso conhecer os resultados reais das ações empreendidas. Elas estão contribuindo em que medida para a evolução do meu negócio e para a minimização dos problemas?

Essa etapa simboliza uma espécie de termômetro que vai apontar os erros e acertos das estratégias eleitas. A partir dela poderão ser reprogramadas as ações e indicados novos caminhos a seguir.

A verificação de resultados deve ser realizada com certa regularidade, pautando-se numa periodicidade pré-definida: trimestral, semestral ou anual. Para as pequenas empresas, o ideal é que o intervalo entre essas avaliações seja inferior a um ano. Por se tratar de um negócio menor, é possível aferir os resultados em tempo mais curto também.

 

Correção de falhas

O planejamento estratégico também deve contemplar a necessidade de corrigir eventuais falhas e de reprogramar as ações e roteiros para que o negócio tenha êxito.

Esta é uma etapa que depende da anterior. Somente a partir da identificação das falhas é que se torna viável o estabelecimento de novas maneiras de vencê-las.

A correção deve ser imediata. Tempo é dinheiro, não se esqueça disso!

 

Principais vantagens de realizar um planejamento estratégico para pequenas empresas

Contar com um planejamento estratégico de qualidade trará as seguintes vantagens para a sua pequena empresa:

 

Redução dos riscos próprios da atividade empresarial

Como já dissemos, todos os anos milhares de novas empresas surgem no país, mas poucas delas conseguem se manter de pé após enfrentar a primeira crise. A atividade empresarial é complexa e deve ser tratada com seriedade e profissionalismo, mesmo pelas pequenas empresas, em que o planejamento estratégico poderá ser mais simples do que o desenvolvido por grandes organizações.

Ele reduzirá os riscos da atividade, pois contemplará estudo do mercado e da situação peculiar da empresa, além de formas de superar riscos. Não se pode abrir mão de uma atuação consciente e planejada, mesmo em pequenos negócios.

 

Visão realista do negócio

Toda empresa, seja qual for o seu ramo de atividade, sempre terá prós e contras. Não existe empreendimento perfeito, completo. É preciso saber superar os desafios próprios da economia, reconhecer os problemas estruturais da organização e também evidenciar e acreditar nos aspectos positivos que ela possui.

O planejamento estratégico, ao avaliar a situação real da empresa, seja interna ou externamente, contribuirá para uma visão realista do negócio. Com ela, a probabilidade de êxito é sempre maior.

 

Estímulo ao crescimento e ao desenvolvimento

A verificação das ações adotadas e a sua eficiência no atingimento das metas traçadas é um grande estímulo ao crescimento e desenvolvimento do negócio. O acompanhamento constante da situação da empresa gerará um círculo virtuoso de busca contínua pelo sucesso.

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